Google+ Experimento: Abril 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sem título e sem avô.

28/04/2013:

      O dia está terminando e cá estou, com aquela angústia de sempre por pensar que não fiz nada do que deveria hoje.
       No entanto hoje não foi um dia comum, foi um dia falecido, que se foi junto com o meu avô paterno.
     Ele era já uma vida frágil, perdeu as forças físicas e depois passara vários dias no hospital, todos já esperavam o dia em que se apagaria por completo. Porém, o ser humano tem esperanças "tolas" mesmo que a razão já lhe tenha mostrado a realidade irreversível. E a notícia da morte do meu avô atingiu em cheio a tal esperança dos vivos da família. A morte veio mostrar que a ausência daquele velho membro foi definitiva.
     Provavelmente todos os membros restantes da minha família paterna derramaram lágrimas hoje. Bem, menos eu. Meu peito apertou ao ver e pensar na tristeza dos meus parentes, também fiquei tensa por não saber o que dizer ou fazer para amenizar a atmosfera pesada e consolá-los. Mas foi só.
      Talvez eu fosse a única a não ter esperança alguma de que meu avô sobrevivesse. Acompanhei de perto o sofrimento terminal muito pior da minha avó materna, e, mais que isso, o sofrimento causado no resto da família pela esperança de salvar o membro já completamente debilitado e cansado de tanta dor. E, ainda, de como a aflição da minha família materna parecia torturar ainda mais minha avó. Lembro de caírem lágrimas dos olhos dela, numa tarde em que eu e algumas tias ou primos (a memória já está borrada) nos reunimos em volta dela e a pressionamos para que falasse algo, que, claramente, ela não conseguiria. Me sinto uma egoísta, junto com o resto da família, por ter criado momentos perturbadores como esse.
     Então, hoje, ao saber da morte do meu avô, pensei que o sofrimento do velho querido e brincalhão terminou. E foi esse o meu pensamento mais forte.
       Assim, pra mim, o dia foi de sol poente desde cedo, mas foi resignado.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Jovem ainda.

   


      Estava pensando sobre como é bom ser criança. Bom, isso é algo comum de se pensar, mas, desta vez, eu estava pensando especialmente sobre como o tempo parece na infância.
      Parece parado. Lembro-me que quando era bem pequena eu não sabia nem mesmo que eu cresceria, bem como que os adultos tinham sido pequenos um dia. Eu imaginava que crianças, adultos e idosos eram como espécies diferentes de pessoas e não condições passageiras da vida.
      Enfim, mesmo depois de descobrir que meus pais foram pequenos e eu seria bem crescida um dia, parecia uma eternidade minha vida de criança.
      Pisquei os olhos e agora sou eu mãe de outra pequenina que não percebe a passagem do tempo. Eu sou agora quem lamenta o fim do dia e as horas insuficientes para realizar tudo que eu desejo.
      O ócio que antes tanto me satisfazia, agora me incomoda. Chega a ser desesperador às vezes.
      Dezenove anos. Dormindo ou vendo televisão e acreditando que o objetivo da vida era terminar o colégio e ir à universidade. Todos podem dizer ou pensar "você é bem jovem ainda", mas penso se conseguirei atravessar os próximos dezenove anos fazendo algo que eu realmente queira nos meus dias. Talvez só ganhe manias chatas de "tia de meia-idade" e tenha perdido muito mais do meu tempo em algum trabalho enfadonho em troca de algum dinheiro.
      "A vida é tempo", conclusão certeira e concisa do meu companheiro de tudo, numa conversa de volta para casa. "A vida é curta", dizem por aí, mas acho que deveriam dizer "usamos mal nosso tempo de vida".


"Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda / Amanhã velho será, velho será, velho será..."
Tem gente que vai achar a citação ridícula, mas eu lembrei, ri e vou postar de qualquer jeito. rs

terça-feira, 23 de abril de 2013

Felicidade à flor de goiabeira.

22/04/2013, depois das 23 horas.

É tarde da noite e eu deveria estar dormindo, mas ,como Amanda me enviou uma mensagem no celular me chamando de "menina bonita de flor", me senti animada para escrever no papel o texto do meu próximo post para meu Experimento.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia 2.

Penso regularmente que provavelmente morrerei de alguma enfermidade de causa emocional. Sou sentimental demais, como uma criança. Tenho uma séria dificuldade para amadurecer a casca insensível que os adultos normalmente possuem.
Coisas pequenas me fazem querer desistir da vida frequentemente.
Hoje é um daqueles dias em sequência em que desejo dormir e não acordar mais. Em dimensão alguma. Seria terrível ser um espírito ou coisa parecida para ter que suportar ainda outra vida.
É um daqueles dias em que penso em cometer suicídio mas o maldito instinto de sobrevivência me acovarda.. Então, desejo que uma morte indolor me leve milagrosamente. Mas isso não acontecerá, é óbvio. É apenas um sonho.

"Eu queria acordar... mas já estou acordada. " 
- Personagem Nove de Ouros, O dia do Curinga, de Jostein Gaarder.