Google+ Experimento: Maio 2013

sábado, 25 de maio de 2013

Ouça-me bem, amor.

     A gente vai caminhando e esquecendo de notar tantas coisas, tantos absurdos da vida. Como trabalhar em troca de dinheiro para trocar por coisas que deveriam ser de graça, por exemplo. E esse trabalho poucas vezes é algo que quem o faz sonhava em fazer para "ganhar a vida". "Ganhar a vida"... ou perdê-la?
     Enfim, lá vou eu divagando como sempre, mas hoje porque estou lembrando de uma canção especial que me faz pensar demais. Mas que bom que o ser humano sabe produzir música!
     Se tem algo que consegue me "drogar" nesta vida, isso é a música. Faz tempo que não saio nas minhas buscas garimpeiras por boas músicas na internet, mas certas músicas que já conhecemos nunca deixam de ser maravilhosas de se ouvir. E a que eu deixo aqui hoje é maravilhosa e triste também. Pra mim é genial.
     Quando a ouvi pela primeira vez, senti todas as emoções possíveis de se sentir simultaneamente, em cada parte de mim. Senti meus olhos abrirem-se de uma nova forma, com tanta verdade e simplicidade. Claro que isso também tem a ver com o momento que eu estava vivendo, mas a canção não deixa de ser linda.
   
     Para quem não conhece, pode se dar ao deleite e talvez às lágrimas (internas ou externas):


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Se todos tivessem um coração.

Pág. 155, O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder:
"Assim como certas religiões do mundo chamam de ateus os homens que não acreditam num Deus pessoal além de si mesmos, dizemos que é ateu aquele que não acredita em si mesmo. Não acreditar no esplendor da própria alma: isso é o que chamamos de ateísmo." 
- Swami Vivekananda
"Ama o teu próximo como a ti mesmo, pois tu és o teu próximo. É ilusão acreditar que teu próximo é outro, e não tu." 
- Radhakrishnan 

Há um tempo atrás eu simplesmente defenderia completamente a ideia de "união cósmica" entre os humanos e o resto do mundo, mas é hora de ser racional.
Como o mundo seria bom se todos acreditassem nisso! Mas como seria possível que todas as pessoas pensassem de uma mesma forma? Me pergunto se chegará uma era em que isso acontecerá ou se a humanidade se extinguirá antes.
Como fazer todas as pessoas se enxergarem como partes de um todo, num mundo onde tudo e todos competem, por espaço, por alimento e, no caso dos homens, por dinheiro (ou poder)? Num mundo onde as circunstâncias e também os instintos definem o número de opções de ação de todos nós?
A natureza é cheia de acidentes genéticos e violência externa e com o ser humano ainda ocorrem incontáveis problemas psicológicos. Como seria possível fazer um psicopata com deficiência de empatia enxergar outra pessoa como a si mesmo? E isso é só um exemplo. Podem julgar que minha visão é tendenciosa para a ciência, mas para mim não há separação entre ciência e qualquer outra coisa na vida.
Parece mesmo algo muito idealista pensar que todas as pessoas poderiam se sentir unidas entre si e ao Universo como "gotas no oceano". O que eu acho uma pena, é claro. Eu mesma se pudesse moveria forças que fizessem todos "acordarem". Quem me conhece bem sabe o quanto valorizo a empatia e o reconhecimento de potencial de cada ser humano. É duro parar para pensar e ver que uma realidade onde as pessoas coexistem em completa paz é evidentemente impossível.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

(Sobre) a nossa Inércia.

     Por que será que, quanto mais o tempo passa, vamos deixando de questionar sobre a nossa vida, sobre nós mesmos?
     Eu poderia tentar explicar isso com minhas próprias teorias genéticas ou biológicas, que geralmente são respostas que me deixam conformada, mas não, agora não quero me conformar. Quero questionar.
     Bem, será que são as responsabilidades impostas a nós humanos adultos? Será esta rotina agitada que nos faz correr por entre os detalhes do dia a dia e não notar até mesmo o óbvio? Talvez você já tenha se perguntado sobre isso (e logo esquecido), ou já tenha lido em algum momento, deve ser uma questão um tanto comum. Mas, acredito que existem várias pessoas que nem percebem que se tornaram autômatos. Penso também que tem que ser mais que um cotidiano corrido e estressante o culpado pela falta de reflexão das pessoas.
     Na verdade, acho que nos acomodamos muito facilmente. É só encontrarmos algo a que nos dedicar na vida que já nos damos por satisfeitos, deixamos de lado os questionamentos sobre nosso mundo, sobre nossa sociedade, sobre o que fazemos...
     Parece que o passar dos anos chegamos a um ponto em que começamos a repetir as opiniões já ditadas pelo senso comum, sem raciocinar realmente, sem rever nada, nenhum conceito, nenhum significado. Parece que ter opiniões e reações prontas para vários temas é algo muito importante para que tenhamos uma personalidade formada, mesmo que só estejamos copiando as outras pessoas.
Depois de "formar" a personalidade , parece que se torna muito difícil alguém ter coragem de mudar suas ideias. As ideias absorvidas e várias vezes mal filtradas. Como se tornar mais velho e ignorante do que dessa forma?
     Às vezes é bom questionar até alguns significados no dicionário. Se conformar, deixar certas respostas simplesmente se instalarem na mente, assumir posições inflexíveis sobre assuntos importantes da nossa vida deve ser um dos maiores erros do ser humano.
     Vê uma briga de dois lados em que você defende um? Tente se colocar no lugar do que você considera errado. A segurança que você sente por ter uma posição para se firmar pode não ser algo necessariamente bom. Não seja tão medroso. É isso que te fará se tornar alguém estúpido, incapaz de evoluir em vários aspectos, penso eu.
     Enfim, pode não ser tão simples encontrar uma resposta para minha pergunta inicial, mas, como eu disse antes, não quero mesmo é me conformar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Paranóia.

      Tenho medo das pessoas. Sou praticamente um ermitão e quando preciso sair do meu esconderijo (especialmente se for sozinha) tremo internamente de medo.
     Imagino mil coisas, desde a possibilidade de me perder no caminho até a de ser sequestrada, terrivelmente torturada e morta a facadas. Aliás, expondo esses medos, penso que posso acabar atraindo alguém realmente cruel.
     O curioso é que quando olho nos olhos de qualquer pessoa que simplesmente sorria para mim ou pareça tão tímida quanto eu, me derramo em amor por dentro, infantil e intensamente. Talvez por isso eu acho tão desesperador pensar que não posso confiar completamente em ninguém. Nunca me acostumo a essa ideia, que parece tão real. Justamente eu, que valorizo tanto a visão racional da realidade...
     Penso que é essa luta da parte racional (que eu tento tanto aprimorar) contra minha parte sentimental, ingênua e selvagem, que me faz tão paranóica. É difícil lidar com o jogo. Espero a próxima ofensiva vinda de qualquer lado, de qualquer um, mas com muito medo.


"Dedico esse texto, com amor e com medo."

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu queria ser... eu.

Lembro-me de já ter sido mais eu. De ter ideias mais independentes, de não impor limites à minha criatividade. Hoje, sou só um apanhado de posições já  prontas sobre a vida, como se finalmente eu tivesse caído na armadilha da praticidade adulta.
Antes eu observava como as pessoas iam se moldando de acordo com a rotina, de acordo com os mesmos conceitos da maioria. E hoje eu me sinto justamente mais um indivíduo tedioso do mundo adulto. Tento, então, me desfazer de alguns preconceitos assim que os noto em mim, tento ir contra mim mesma, contra o conforto das opiniões bem definidas. Mas confesso que perdi o espírito mais solto e curioso de adolescente. E isso me entristece. Me sinto apagada, como se eu fosse sumindo pouco a pouco e me tornando alguém sem identidade. É até engraçado, quando eu achava que precisava procurar uma identidade era quando eu mais me sentia eu mesma. Quando eu procurava me expressar da forma que mais me agradasse.
Imitar algo que você gosta é mais autêntico do que não imitar por receio de ser visto como alguém sem originalidade. Assim ninguém vê, que, com medo de fazer o que realmente gostamos, acabamos imitando o que não queremos.
Acho que uma das minhas metas mais recentes é me libertar um pouco mais. Não ter medo de experimentar, combinar, imitar, aprender, escolher e voltar atrás.
Pode soar paradoxal, mas é podendo ter uma personalidade indefinida que eu me sinto mais eu.