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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Encomenda para o dia 9: Parabéns, pai.

     Hoje é o aniversário do meu pai. E eu fiz meu primeiro trabalho digital para homenageá-lo hoje. Na verdade a ideia foi da minha mãe, mas eu escolhi a foto. =)
     Tive muito trabalho para colorir o desenho de uma forma que ficasse aceitável, já que eu não tenho técnica e apenas vi alguns tutoriais rápidos de colorido digital. O desenho e a textura do fundo foram feitos no Photoshop CS6 e o desenho foi colorido no Paint Tool SAI, que facilitou muito meu trabalho. Espero que o resultado tenha ficado agradável e que, principalmente, meu pai goste.


     O desenho foi feito a partir dessa foto:


     A foto é de 1986, carnaval, início do namoro dos meus pais. Eu gosto muito dela, mostra bem quem é o meu pai, que amava o carnaval, gostava de se fantasiar e até compor marchinhas. Além disso, meu pai desenhava e sempre gostou de música, dele veio minha primeira influência e a tendência a gostar dessas duas formas de expressão.
     Meu pai também é um homem gentil, que fez boa parte da alegria da minha infância, sempre me deu apoio no que eu precisei.
     Tenho muito orgulho de ser filha do Seu Ramos e sou muito introvertida e tímida para dizer um "eu te amo" pessoalmente, mas aproveito esta postagem para dizer que o amo muito e sinto saudade. É sempre uma pena estar longe e não poder lhe dar um abraço.
     Ah, hoje em dia meu pai é assim (fotos do início do ano):


     E toma uma canseira da neta quando recebe visita. rs

-Feliz aniversário, pai! ;)                                     

sábado, 14 de setembro de 2013

Pausa.

Este texto é uma justificativa para uma possível pausa dos meus textos.

   
     Tenho pensado em me dedicar mais aos meus desenhos e, por isso, posso vir a parar de escrever por um tempo indeterminado.
     Recebi a sugestão de explicar como uma arte (no caso, o desenho) pode substituir outra (escrever) como forma de expressão. Lembrei-me que um primo me perguntou há alguns anos se escrever poemas havia substituído minha necessidade de desenhar (na época eu comecei a escrever poemas góticos e parei de desenhar) e eu respondi que sim. Mas, pensando hoje, não acho que simplesmente uma coisa tenha substituído a outra. Naquele momento eu era só uma pré-adolescente e havia descoberto um novo jeito de expressar minha criatividade, aquilo tomou toda minha atenção, meu entusiasmo, mas era diferente de desenhar.
     Atualmente, minhas circunstâncias são outras. Eu simplesmente não tenho tempo suficiente para me dedicar a fazer tudo que eu gosto. Sou mãe (quem tem acompanhado o blog já sabe) de uma garotinha, que está completando 10 meses de vida hoje. Ela depende de mim para tudo, ela é minha prioridade. O tempo que me sobra para me dedicar a outras atividades é extremamente curto, o qual eu consigo com muito "malabarismo" na minha rotina. Então, eu preciso me dedicar a uma coisa de cada vez (além de escrever e desenhar eu gosto de tocar violão e cantar, mas esses últimos eu tenho menos tempo ainda para praticar).
     A escrita é algo que, na minha opinião, flui muito mais naturalmente. Para desenhar eu preciso de muito mais técnicas, de muito mais prática (até mesmo a criatividade é algo que atrofia se não é praticada). E se eu quiser um dia ser uma desenhista razoável, eu preciso me dedicar com mais frequência até atingir um nível em que eu me sinta mais satisfeita com os resultados, onde eu consiga transferir minha imaginação mais fielmente ao desenho.
     Resumindo, não é questão de substituição de uma arte por outra, mas sim por falta de tempo que eu preciso escolher uma arte por vez. Mas não pretendo deixar meus textos completamente de lado, pretendo ao menos ir anotando minhas ideias, para trabalhá-las mais tarde. Por isso, quero pedir que me deixem sugestões de temas sobre os quais vocês gostariam que eu escrevesse. Assim, pode ser que eu me inspire e acabe escrevendo sobre esses temas.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A queda é mais segura.

   

É muito comum as pessoas sentirem medo das mudanças, de descobrirem que suas crenças (sejam religiosas ou não) não fazem sentido, estão erradas. Medo de ficar "sem chão". O que ninguém percebe é que ficar sem chão tem seu lado vantajoso, se você cair e não houver chão, não há como se machucar.
     E aí você vive sua vida defendendo com unhas e dentes tudo em que acredita, brigando com tudo que contraria suas convicções, sem perceber que há tantos outros modos de enxergar a vida, defendidos por tantas outras pessoas convictas, que você tem a mesma chance de estar certo quanto qualquer um por sobre o planeta Terra.
     Então, é impossível viver sem ter suas próprias crenças e posicionamentos sobre a vida? Sem dúvida é importante ter suas próprias certezas. Mas elas podem mudar. Você pode ter a capacidade de trocar suas lentes oculares por outras mais bem polidas. Se parecer que perdeu seu chão, não tenha tanto medo, agora é possível a você explorar profundidades maiores, sua liberdade de "se expandir" é sempre um ganho.
     Já "perdi o chão" mais de um vez, falta cair muitas vezes ainda e o medo natural sempre virá, mas a lembrança de tudo que posso alcançar em cada queda livre me mantém mais forte, curiosa , e, acredite, satisfeita.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sobre os protestos pelo Brasil.

     Eu só sei que foi algo repentino pra mim e que ainda estou em meio a um turbilhão de impressões e emoções. Eu estava alheia aos protestos que iniciaram por causa do aumento da tarifa das passagens do transporte público, até que, na semana passada, percebi a movimentação na internet em relação a esse assunto e resolvi me informar para ao menos saber basicamente do que se tratava. E acabei me dando conta de que algo grande estava acontecendo. E está. Como as pessoas podem ter acordado assim, "do nada", é algo como um sonho pra mim. Imagino que seja também para muita gente, que, assim como eu, cresceu ouvindo que estamos vivendo numa geração preguiçosa, extremamente individualista e incapaz de se levantar contra os absurdos do nosso país.
     O que me incomoda é ver a quantidade de gente criticando as manifestações pelo Brasil. Eu entendo a preocupação sobre o foco de todo o movimento, que é importante ter algumas metas definidas a exigir, mas eu vejo que os protestos são válidos de qualquer forma, para mostrar aos governantes do nosso país que a população despertou e que provavelmente acontecerão outras revoltas a cada nova insatisfação do povo brasileiro. E o que eu não entendo, é ver tanta gente paranóica sobre os partidos políticos, desmerecendo as manifestações populares, julgando que é tudo simples manipulação. Parece gente mais preocupada em mostrar o quanto é intelectualizada e em ter uma desculpa para continuar de braços cruzados.
     Ainda tem a questão do vandalismo. Sinceramente, a despeito de todos os julgamentos de eu ser uma "moleca revolucionária", sou a favor de haver certa fúria nos protestos (sim, eu torci para que queimassem ou quebrassem o Congresso em Brasília), porque eu duvido que simplesmente sair andando pelas ruas seja suficiente para mostrar aos políticos "quem é que manda". Porém, é diferente sair quebrando objetos e estabelecimentos que nada tem a ver com os sujeitos contra quem o povo está se revoltando. Mas, ignorando o fato de haver grupos que se aproveitam da situação para fazer o que bem entendem pelas ruas, é até compreensível que exista alguns exageros em meio à multidão, afinal, é uma massa espontânea, sem uma ordem bem estabelecida. Ao contrário da polícia... bem, nem vou comentar sobre a polícia.
     Dia 17 eu estava extremamente excitada assistindo à multidão tomando as ruas nas capitais do país, pelo computador e pela TV. Estava me sentindo frustrada também, porque não pude participar de nenhuma das manifestações, já que eu tenho uma filha ainda bebê, que preciso cuidar e amamentar. Enfim, fiz tudo o que podia em casa mesmo, compartilhando as informações que eu encontrava e encorajando as pessoas a irem às ruas. E continuo torcendo para que as manifestações continuem e que a partir de agora isso se torne um hábito dos brasileiros. Que a memória do povo não seja curta, como se costuma dizer.
     Acho que o pensamento mais comum desde o início da repercussão dos protestos é "finalmente tenho orgulho de ser brasileiro" e com razão de ser. Finalmente o povo brasileiro unido por uma causa nobre, sem precisar de mulheres seminuas e futebol.

sábado, 15 de junho de 2013

Rebenta.

     Não entendo como aquela criaturinha com tanta personalidade saiu de dentro do meu corpo. De repente ela surgiu, uma pessoa novinha em folha, que precisa de mim e me afronta ao mesmo tempo. Às vezes, quando olhos nos seus grandes, brilhantes e negros olhos, tenho medo de toda aquela força vital transbordando diante de mim. Tenho medo de quem ela vai se tornar. E mais assustador é saber que eu influencio isso diretamente todos os dias. Educar um ser tão instável como um humano...
     Um dia desses de estranhamento olhei minha pequena criança nos braços do pai e comentei "ela é como um alienígena que controla nossas vidas". Mas como posso amá-la tanto? Sim, não é algo de extraordinário, mas é um amor suave que vai te enlaçando com o tempo, instintivo e inevitável. Mesmo quando meus tímpanos e meu cérebro estão a ponto de explodir por causa de tantas ondas sonoras ferozes de choro infantil, o amor ainda está lá. Aquela pequena criatura birrenta e desajeitada é, ainda assim, a coisa mais linda do mundo. Por isso dizem que o amor cega.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Se todos tivessem um coração.

Pág. 155, O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder:
"Assim como certas religiões do mundo chamam de ateus os homens que não acreditam num Deus pessoal além de si mesmos, dizemos que é ateu aquele que não acredita em si mesmo. Não acreditar no esplendor da própria alma: isso é o que chamamos de ateísmo." 
- Swami Vivekananda
"Ama o teu próximo como a ti mesmo, pois tu és o teu próximo. É ilusão acreditar que teu próximo é outro, e não tu." 
- Radhakrishnan 

Há um tempo atrás eu simplesmente defenderia completamente a ideia de "união cósmica" entre os humanos e o resto do mundo, mas é hora de ser racional.
Como o mundo seria bom se todos acreditassem nisso! Mas como seria possível que todas as pessoas pensassem de uma mesma forma? Me pergunto se chegará uma era em que isso acontecerá ou se a humanidade se extinguirá antes.
Como fazer todas as pessoas se enxergarem como partes de um todo, num mundo onde tudo e todos competem, por espaço, por alimento e, no caso dos homens, por dinheiro (ou poder)? Num mundo onde as circunstâncias e também os instintos definem o número de opções de ação de todos nós?
A natureza é cheia de acidentes genéticos e violência externa e com o ser humano ainda ocorrem incontáveis problemas psicológicos. Como seria possível fazer um psicopata com deficiência de empatia enxergar outra pessoa como a si mesmo? E isso é só um exemplo. Podem julgar que minha visão é tendenciosa para a ciência, mas para mim não há separação entre ciência e qualquer outra coisa na vida.
Parece mesmo algo muito idealista pensar que todas as pessoas poderiam se sentir unidas entre si e ao Universo como "gotas no oceano". O que eu acho uma pena, é claro. Eu mesma se pudesse moveria forças que fizessem todos "acordarem". Quem me conhece bem sabe o quanto valorizo a empatia e o reconhecimento de potencial de cada ser humano. É duro parar para pensar e ver que uma realidade onde as pessoas coexistem em completa paz é evidentemente impossível.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

(Sobre) a nossa Inércia.

     Por que será que, quanto mais o tempo passa, vamos deixando de questionar sobre a nossa vida, sobre nós mesmos?
     Eu poderia tentar explicar isso com minhas próprias teorias genéticas ou biológicas, que geralmente são respostas que me deixam conformada, mas não, agora não quero me conformar. Quero questionar.
     Bem, será que são as responsabilidades impostas a nós humanos adultos? Será esta rotina agitada que nos faz correr por entre os detalhes do dia a dia e não notar até mesmo o óbvio? Talvez você já tenha se perguntado sobre isso (e logo esquecido), ou já tenha lido em algum momento, deve ser uma questão um tanto comum. Mas, acredito que existem várias pessoas que nem percebem que se tornaram autômatos. Penso também que tem que ser mais que um cotidiano corrido e estressante o culpado pela falta de reflexão das pessoas.
     Na verdade, acho que nos acomodamos muito facilmente. É só encontrarmos algo a que nos dedicar na vida que já nos damos por satisfeitos, deixamos de lado os questionamentos sobre nosso mundo, sobre nossa sociedade, sobre o que fazemos...
     Parece que o passar dos anos chegamos a um ponto em que começamos a repetir as opiniões já ditadas pelo senso comum, sem raciocinar realmente, sem rever nada, nenhum conceito, nenhum significado. Parece que ter opiniões e reações prontas para vários temas é algo muito importante para que tenhamos uma personalidade formada, mesmo que só estejamos copiando as outras pessoas.
Depois de "formar" a personalidade , parece que se torna muito difícil alguém ter coragem de mudar suas ideias. As ideias absorvidas e várias vezes mal filtradas. Como se tornar mais velho e ignorante do que dessa forma?
     Às vezes é bom questionar até alguns significados no dicionário. Se conformar, deixar certas respostas simplesmente se instalarem na mente, assumir posições inflexíveis sobre assuntos importantes da nossa vida deve ser um dos maiores erros do ser humano.
     Vê uma briga de dois lados em que você defende um? Tente se colocar no lugar do que você considera errado. A segurança que você sente por ter uma posição para se firmar pode não ser algo necessariamente bom. Não seja tão medroso. É isso que te fará se tornar alguém estúpido, incapaz de evoluir em vários aspectos, penso eu.
     Enfim, pode não ser tão simples encontrar uma resposta para minha pergunta inicial, mas, como eu disse antes, não quero mesmo é me conformar.