Google+ Experimento: Junho 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Preconceituosa e machista

   Alerta: Este texto pode ser agressivo. Se você espera que eu seja ponderada como normalmente tento ser, vai se decepcionar.

    Estamos vivendo uma época em que ninguém quer aceitar críticas. Na era da "liberdade de expressão" é mais importante que nunca tomar cuidado ao expressar sua opinião, pois você pode estar ferindo algum grupo específico da sociedade.
     Estamos vivendo uma época em que a moda é se declarar contra todo tipo de "preconceito" (palavra que, ao meu ver, é usada de forma burra, a maioria das pessoas não pensam no que significa "preconceito" e em como essa palavra deve ser aplicada). Pra mim, esse é um dos discursos mais vazios de significado que conheço.
     E nesta época de "liberdade de expressão" é quando mais as pessoas querem obrigar umas às outras a calarem suas opiniões contrárias. A gorda não pode ser chamada de gorda, o negro não pode ser chamado de negro, o gay não pode ser chamado de gay. Criticar uma mulher magra não é errado, mas criticar uma gorda sim (cito mulheres porque é muito mais comum). Preferir esteticamente uma pessoa branca é coisa de gente racista, mas enaltecer a beleza de uma pessoa "da cor do pecado" é admirável. Criticar casais heterossexuais que extrapolam em demonstrações de carícias sexuais na rua é correto, mas criticar um casal homossexual que age da mesma forma é discriminação. Esses são apenas exemplos.
     Se você ri de piadas com estereótipos, se você não defende alguma minoria, se você discorda de algum discurso politicamente correto em alguma rede social: você é preconceituoso.
     Mas particularmente tem um desses grupos sociais "coitadistas" que vem me irritando ainda mais: as feministas. "Todo mundo fala mal de feminista" e com razão. Se você não concorda com um detalhe que seja do discurso delas, você é machista. Vou abrir espaço para um exemplo que me revoltou hoje mesmo:
     Um texto que li hoje no blog Escreva Lola Escreva acusava a série de comédia The Big Bang Theory de ser machista. Entre vários absurdos escritos pela autora (que aliás é gorda), ela reclama de faltarem mulheres nerds na série, que apenas os personagens masculinos gostam do universo geek, reforçando o estereótipo de que as mulheres que se dizem nerds, apenas o fazem para atrair atenção dos homens.
1- Discordo de que a falta de mulheres nerds entre os personagens da série reforce qualquer estereótipo, no máximo essa falta só constata que é raro existirem mulheres nerds.


2- A MAIORIA das garotas que se dizem nerds (especialmente gamers) só o fazem realmente para promoverem a própria imagem, visto que não conhecem nem metade do universo que os garotos nerds e/ou gamers vivem e gastam muito mais tempo investindo só na aparência "nerd sexy" mesmo.
     Fica uma lição: se você quer argumentar contra algo, use a regra e não a exceção. Querer tomar exceções pelo geral só invalida seu argumento.
     Concluindo de uma forma ainda mais pessoal e agressiva(porque eu vi que fui mais suave do que desejava ser até agora): não sou obrigada a aplaudir sua gordura, a deixar minhas preferências estéticas de lado, a não rir de qualquer piada e a acusar qualquer humor de ser ofensivo, a promover a imagem de qualquer minoria em detrimento da imagem do resto das pessoas e muito menos a admirar suas manifestações exibicionistas e paranóicas, fingindo estar lutando por algum direito feminino e acusando até os vegetais de serem machistas. Não sou obrigada a concordar com qualquer pessoa que se agarra a um rótulo "coitadista" de minoria tentando ganhar algum tipo de imunidade. E não venha me falar de preconceito sem saber realmente o que está falando.

PS: Achei que o texto ficou meio confuso ou desfocado, mas foi o melhor que consegui fazer com meu pouco tempo. Espero que tenha ficado claro de qualquer forma.