Google+ Experimento: Angústia do Ego.

sábado, 24 de agosto de 2013

Angústia do Ego.

 
     Posso desaparecer a qualquer momento. Como meu corpo pode sustentar tantos órgãos e tantas funções enquanto eu caminho distraída? Ainda assim, sou tão frágil, posso morrer facilmente. Como, eu que tenho tantos sonhos, tantas ideias, tantos sentimentos, posso sumir simplesmente?
     O tempo me destrói aos poucos, vou me gastando, e, como se não bastasse o triste destino, um acidente qualquer pode ainda interromper meu prazo natural de vida.
     Por que é tão dolorido pensar nisso? Eu que acredito ser tão especial, tão cheia de belezas, que vou construindo minha personalidade tão complexa, fazendo planos e adiando feitos para o futuro posso, simplesmente, ter a carne, os ossos e as entranhas à mostra e ser só uma carcaça sem expressão.
     Queria eu que meu ego, minha existência, fosse maior que o tempo e mais forte que o acaso do mundo. Mas não é. É "poeira ao vento"*. Por isso acho tão importante aproveitar o tempo de que disponho, antes que ele se acabe ou que alguma ameaça venha interrompê-lo e cessar minha solidez.

* Esses pensamentos me fizeram lembrar de duas canções, então, decidi relacioná-las neste post:



Espero que gostem. ;)

4 comentários:

  1. Seguir essa linha de pensamento se torna ainda mais doloroso quando percebemos que não conseguimos aproveitar boa parte desse tempo e mesmo quando isso parece está bem próximo passa tão rápido que quase não da pra guardar o sabor...

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  2. Por isso prefiro acreditar que sou algo além da matéria, que vou continuar vivendo além de tudo isso...

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    1. Enquanto eu penso que "ser algo além da matéria" é apenas mais uma ilusão do ego.

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  3. "Estamos sendo depurados nessa "prisão" chamada Terra. Com toda essa inteligência peculiar e inerente a nós, seres humanos, eu acredito que será levada para um reaproveitamento num outro plano".

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