Google+ Experimento: Agosto 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

Luz.

     E hoje, mais um desenho meu. 
     Tentando aprender a usar luz e sombra, faz pouco tempo que comecei a me importar com esse efeito, desde criança sempre me importei apenas com a forma do desenho. Além disso, tenho muita dificuldade em copiar técnicas, tudo que eu faço é mais pela forma que chamam de "intuitivamente". 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Prazer infantil.

     Sim, eu sou uma criança e espero sempre ser. Guardei minha capacidade de me encantar com pequenas coisas e espero nunca perdê-la. Admito que meus pequenos prazeres podem não ser dos mais comuns, mas não deixam de ser simples. 
     Há algumas semanas encontrei um filhote de lagartixa na parede e não resisti: peguei o bichinho e o deixei caminhar pela minha mão por alguns minutos. Isso me trouxe uma lembrança muito calorosa da minha infância: sempre fui fascinada pelos animais à minha volta. Meu peito até se apertou levemente quando deixei a pequenina lagartixa ir embora. Como esse é um episódio raro hoje em dia, não pude deixar de fotografar (infelizmente a câmera fotográfica estava com a bateria descarregada e tive que fotografar com o celular mesmo):






    Enquanto muita gente acha um animal como esse asqueroso, eu acho lindo, delicado e admirável. =)

sábado, 17 de agosto de 2013

Dor.

Às vezes, quando abro os olhos e enxergo algo que as pessoas ao meu redor não estão enxergando, sinto vontade de morrer. A dor da incapacidade de fazer todos enxergarem aquilo que enxergaram meus olhos é pungente, desesperadora.
Mesmo já sabendo que durante a vida todo tipo de miséria e absurdos aterradores não deveriam ser surpresas, não consigo fugir da agonia paralisante que me toma cada vez que o conhecimento de alguma crueldade antes despercebida atravessa minha visão. Crueldades humanas, sempre humanas.
Mas não, eu não preferiria nunca ter aberto os olhos. Prefiro ter a capacidade de fazer ao menos mais alguém ver aquilo que vejo. Dizem que é assim que se muda o mundo. Sem dúvida é uma utopia, mas é melhor conseguir pequenas mudanças do que morrer mergulhada na indignação e de braços cruzados.


sábado, 10 de agosto de 2013

Manhã de sexta.

02/08/2013,

     Esse mundo cinzento que adotamos nos faz esquecer de pequenos prazeres que conseguem construir nosso bem-estar, como encontrar aquele senhorzinho sentado na calçada que te diz "bom dia" com um sorriso carinhoso, andar sem pressa, não pensar nas horas, notar algum detalhe antes ignorado no caminho pelo qual você sempre passa.
     Hoje acordei mais cedo, para ir à quitanda, encolhida com o friozinho da manhã fui caminhando, notando a luz do sol e o seu calor agradável me meio à neblina. Esqueço com frequência o quanto caminhar com calma é bom, levantar cedinho sem pressão,jogar a preguiça no lixo, lembrar que sou um ser vivo e que há um mundo funcionando à minha volta. Por isso, sempre que surge uma situação como a de hoje fico encantada. Encantada com a manhã, com a rua e as árvores que restam nela, as pessoas... É meu espírito de criança descobrindo tudo mais uma vez. Tudo aquilo que eu já sabia que existia, mas nunca dei atenção. Me sinto viva mais uma vez, tão simplesmente... 
     Desejo muitas coisas distantes do meu alcance, mas são coisas como uma simples caminhada em volta do quarteirão que me fazem lembrar da vida.

sábado, 3 de agosto de 2013

Observando o insignificante.

     Há aproximadamente dois anos, decidi comprar algum caderno para voltar a escrever, pois havia meses que tinha deixado esse meu hábito de lado.
     Fui a uma papelaria pequena, não muito longe de casa, e acabei voltando com dois cadernos pequenos com a mesma capa dura e decorada em preto e cor de rosa, com guitarras, caveirinhas, coroas... coisas de garotas adolescentes. Mas até uns dias atrás nunca tinha notado que no canto direito inferior das capas dos cadernos havia escrito "love and rock". Por estar surpresa ao enxergar algo que sempre esteve na minha frente e como se não tivesse nada mais importante sobre o que pensar, lembrei da famosa máxima "sex, drugs and rock'n roll" (da qual não sei a origem, mesmo tendo feito uma rápida pesquisa) e pensei que "amor e roque" me agrada mais.
     Roque pra mim é sinônimo de rebeldia, mas a minha rebeldia é mais do que buscar prazeres que possam maltratar minha saúde e me envolver em confusões, tentando fugir da realidade. Rebeldia pra mim é tentar interferir na realidade.
     "Amor e roque", então, porque amor também é rebeldia nesse mundão maltratado.